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November 24, 2025

Fundos de Investimento Imobiliário (FII): guia essencial para começar

Imobiliário
Investimento
SGOIC

Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) permitem aceder ao mercado imobiliário com gestão profissional, diversificação e regras claras de funcionamento. Em vez de comprar um imóvel diretamente, o investidor adquire unidades de participação num Organismo de Investimento Coletivo (OIC) gerido por uma SGOIC, que aplica o património em ativos imobiliários de acordo com um regulamento próprio e objetivos definidos.

A lógica é simples: reunir capital de vários investidores para alcançar projetos com escala, manter disciplina de investimento e ganhar eficiência. Com isso, o fundo alarga o leque de oportunidades, beneficia de gestão profissional e reforça o poder de negociação. Em paralelo, permite a pequenos investidores aceder a mercados que, de forma individualizada, estariam fora do alcance, face ao capital que seria exigido.

O que é um FII

Um Fundo de Investimento Imobiliário (FII) é um veículo coletivo que permite participar no mercado imobiliário através da subscrição de unidades de participação. O património do fundo é autónomo e encontra-se sob gestão de uma SGOIC, que aplica a política de investimento definida no regulamento, com regras claras de risco, avaliação e reporte. Em vez de adquirir diretamente um imóvel, o investidor integra um património comum que beneficia de escala, diversificação e gestão especializada, com governação própria e supervisão.

  • Património autónomo que reúne capital de vários participantes para investir em imobiliário.
  • Gerido por uma SGOIC, no exclusivo interesse dos participantes e segundo regras de investimento e de risco.
  • Gerar rendimento e/ou valorização do capital, distribuindo resultados de acordo com as unidades detidas, ou capitalizando esses mesmos rendimentos investindo em novos ativos.

Fundos de Investimento

Tipologias e liquidez

A forma jurídica do fundo condiciona a liquidez, o horizonte temporal e a forma de entrada e saída. Em termos práticos, a decisão entre fundo aberto ou fechado define como e quando o participante pode subscrever ou resgatar unidades, bem como as políticas de distribuição (distribuição de rendimentos, capitalização ou modelos mistos).

Em termos de liquidez, a tipologia do fundo determina como e quando é possível entrar e sair: os fechados privilegiam janelas definidas e horizonte fixo; os abertos permitem movimentos mais regulares, embora sujeitos às regras do regulamento.

  • Fundos Fechados: constituídos por unidades de participação (UP’s) em número fixo definido na emissão, podendo ser aumentado em condições pré-estabelecidas no regulamento de gestão; subscrição em momentos/janelas definidos; saída no termo do fundo ou em eventos previstos no regulamento.
  • Fundos Abertos: constituídos por UP’s em número variável (o número de unidades ajusta-se à procura); permitem subscrições e resgates mais frequentes, de acordo com as regras do regulamento.

Forma de remuneração

A política de remuneração define como o fundo trata os rendimentos gerados pela carteira e afeta o perfil de cash-flow do investidor.

  • Fundos de rendimento (distribuição): distribuem, de forma periódica, os rendimentos gerados (ex.: rendas).
  • Fundos de capitalização: reinvestem automaticamente os rendimentos na própria carteira, não havendo distribuição

Nota: alguns fundos adotam políticas mistas (parte distribuída, parte capitalizada). O investidor deve confirmar a política no regulamento do fundo.

Nexa - Funds

Intervenientes essenciais

Em qualquer FII existem funções claramente separadas para garantir boa governação, proteção do participante e transparência. A gestão do património cabe a uma entidade especializada, a custódia e o controlo ficam sob supervisão independente e a ligação ao investidor é assegurada por quem comercializa as unidades. Em conjunto, estas funções evitam conflitos de interesse, promovem disciplina de investimento e asseguram o cumprimento do regulamento do fundo.

SGOIC: toma decisões de investimento, gere riscos e executa a política do fundo.

Depositário: guarda os ativos e supervisiona aspetos operacionais (custódia, controlo de fluxos).

Entidade comercializadora: promove a subscrição/ resgate junto dos investidores.

Vantagens práticas

Os FII foram concebidos para tornar o investimento imobiliário mais eficiente e previsível. Reúnem capitais, processos e competências especializadas numa estrutura única, permitindo aceder a oportunidades com escala, gerir o risco com método e tomar decisões com base em informação consistente. Em termos práticos, traduzem-se nos benefícios seguintes:

  • Diversificação: exposição a vários ativos, localizações e perfis de inquilinos, reduzindo a concentração de risco.
  • Gestão profissional: seleção, negociação, operação e alienação conduzidas por equipa especializada, com processos e métricas de desempenho.
  • Acesso e escala: investimento mínimo geralmente inferior ao necessário num imóvel direto, permitindo participar em oportunidades maiores.
  • Transparência: regras claras de investimento, avaliação e reporte, que suportam decisões informadas ao longo do ciclo do fundo.

Riscos a considerar

Tal como qualquer instrumento financeiro, os FII implicam riscos que importa conhecer antes de subscrever. A performance depende do ciclo económico, da qualidade dos ativos e da execução da estratégia definida. Uma leitura atenta dos documentos do fundo ajuda a enquadrar expectativas e a calibrar o risco.

  • Mercado e ocupação: rendas, taxas de ocupação e yields variam com o ciclo económico, a procura e a qualidade do ativo.
  • Avaliação e liquidez: o valor das unidades depende de avaliações e condições de mercado; a liquidez difere entre fundos abertos e fechados e segue as regras do regulamento.
  • Custos e encargos: comissões de gestão e de depositário, bem como outros custos operacionais, impactam o retorno líquido.
  • Execução e operação: qualidade do pipeline e da gestão diária influencia a performance; desvios operacionais podem afetar resultados e prazos.

Os FII oferecem uma via estruturada para investir em imobiliário com escala, gestão profissional e disciplina de risco. A decisão informada passa por compreender a estratégia, os custos e a liquidez, assegurando a adequação ao perfil do investidor e ao seu horizonte temporal.

Na Nexa, a gestão assenta em critérios de rigor técnico, transparência e proximidade. A equipa privilegia processos claros de investimento, controlo de risco e reporte, com foco na qualidade dos ativos e na criação de valor sustentável ao longo do ciclo do fundo.

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